Zona de conforto

Carlos Eduardo Oshiro | 24/8/2010


Sinopse


Todos nós estamos sempre em busca da nossa zona de conforto. Para uns, isso representa estar bem financeiramente, para outros significa estar em um bom emprego, enquanto outras pessoas prezam o bem estar familiar. Os desejos e anseios dos humanos são variados.

Imagine uma cena, onde um peixinho esteja dentro de um pequeno aquário, de frente para uma janela que dá vista para o mar. O que estará pensando o pequeno anfíbio ao olhar para o infinito oceano? Uns responderão: “Ele deve estar feliz, pensando o quanto de conforto e segurança se tem dentro daquele ambiente de vidro, com comida todos os dias e sem nenhuma ameaça desse imenso mar à sua frente”. Outra pessoas provavelmente irão sugerir a seguinte reflexão: “O pobre peixe deve estar imaginando o quão grande deve ser esse mundo afora, e o quanto de desafio ele pode estar perdendo restrito à uns poucos volumes de água”. Esses pensamentos refletem claramente como são as percepções dos seres humanos. Uns buscam segurança, enquanto outros estão constantemente atrás de desafios e riscos para seu crescimento. Vale lembrar que a segurança e o conforto são cíclicos. Varia conforme as mudanças que ocorrem nos ambientes em que vivemos. Portanto, toda sensação de segurança é falsa, pois se não nos adaptarmos, ela se vai com as constantes mutações do cenário.

Quantas vezes perdemos oportunidades que passam aos nossos olhos, e por medo em arriscar e não querer sair da zona de segurança, deixamos de enriquecer profissionalmente. O outro colega avança, e no futuro apenas o vemos colher os louros da vitória.

A síndrome da zona de conforto não poupa nem as pessoas jurídicas. Grandes empresas sumiram, por não querer enxergar que seus produtos estavam se defasando, e que fortes “predadores” estavam aparecendo no mercado. O maior desafio das organizações hoje é tentar avistar e correr atrás do seu mar azul. Segundo o livro “A estratégia do oceano azul”, W. Chan Kim e Renée Mauborgne pregam que as empresas devem sair do oceano vermelho marcado pelo sangue da concorrência suicida, e buscar o seu oceano azul, onde diferenciais exclusivos os tornam únicos zingrando pelo mar calmo.

Lembre-se que o “mar seguro” é temporário, pois logo os diferenciais passarão a ser “commodities”. Apple e o Cirque du Soleil são exemplos de corporações no oceano azul atualmente. A “marca da maçã” renasceu das cinzas com o ipod e com o iphone, enquanto o circo se reinventou em um segmento totalmente falido. Resultado: Filas para comprar os lançamentos, e ingressos esgotados antes do espetáculo chegar.

A acomodação é um dos males que causam a estagnação e impede o crescimento. Por isso a importância de se ter sempre alguém batendo na “água calma” dos ambientes. O “banzeiro” faz com que os funcionários e as empresas fiquem em estado de alerta, e não criem a tal zona de acomodação. Organizações contratam consultorias, e todo bom profissional tem o seu “guru” próprio.

Assim como papai noel não existe, zona de conforto é mera ilusão. Fique atento.

Autor


Endereço: Formado em Administração pela UFMS.
Pós graduado em Marketing.
Proprietário da Targo Consultoria, Coliseu Pizzaria, Hamburguella Sanduicheria, FC Consultoria (SP)
Articulista do Jornal A Critica.

Siga no Twitter @carlososhiro

www.targo.com.br

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