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CRÔNICAS
Por Neuton Corrêa

BRASIL E AMÉRICA LATINA
Por Bruno Peron

VARIEDADES
Por Cretina Feelings

COACHING
Por Carlos Eduardo Oshiro


A OBSERVADORA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Jamais imaginei que todo mundo pudesse ter um defeito na perna. Mas tem! Obtive essa informação com uma mulher em uma parada de ônibus.

O INCESTO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Não esqueci mais as palavras daquela mulher: “O pai do filho dela é o irmão dela!”. Essa voz, não sei porque, perturbou-me nos últimos sete anos.

DONA MARIA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Naquele dia, assim que eu entrei no ônibus e sentei, não sei por quanto tempo, mas quando retornei à realidade, ela estava sorrindo. Era a dona Maria!

A IRMÃ
Por Neuton Corrêa em Crônicas
É comum a bordo do 351, de manhã, encontrar pessoas com mal-estar. Tão comum que quase ninguém se importa. Geralmente, é fácil identificar o passageiro que terá enjôo.

A irmã
O DISCURSO DO ÁRABE
Por Neuton Corrêa em Crônicas
O homem estava indignado, não escondia esse estado. Ele é um dos meus companheiros de viagem no 439 (Zona Norte-Centro), por volta da meia-noite.

O discurso do árabe
“EU TAMBÉM SOU UM HERÓI”
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Aquiles, um vendedor de jujuba, tem a boca um pouco puxada para a esquerda, pernas atrofiadas, joelhos quase encostando ao chão e calcanhar apontado para cima.

“Eu também sou um herói”
AS HISTÓRIAS DE DONA VARLINDA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
O ônibus ainda não estava lotado. Eram duas da tarde. O suor que caía do motorista, em segundos, transformava-se em vapor.

As histórias de dona Varlinda
O MATEMÁTICO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Passaram-se cinco anos desde o meu encontro com aquele passageiro e ainda hoje as seis palavras que ele me falou continuam martelando o meu juízo. “Mais um dia, menos um dia”.

O matemático
A CHUPETA MÁGICA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Maio de 1999. Eu havia chegado a Manaus. Aluguei um quarto no bairro Petrópolis. Ficaria mais fácil ir para Universidade Federal do Amazonas (Ufam) sem pagar transporte.

A chupeta mágica
A PREGAÇÃO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Orai e vigiai, irmãos! A luta contra o demônio não acabou! Tive o coração tocado por essa verdade na última viagem que fiz a bordo do ônibus 219 (Augusto Montenegro-Centro).

A pregação
O TRAUMA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Devo à personagem deste texto um livro. Tive a presunção de prometê-lo. Este episódio ocorreu durante uma viagem a bordo do 422 (Oswaldo/Américo/Centro).

O trauma
A MULHER DA PARADA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Eu a chamei de "a mulher da parada". É onde sempre a vejo: na parada de ônibus. Grita, resmunga, ri, chora e conversa com ninguém. Quando ela chega, os outros partem, faça chuva ou sol. Parece até que todos sabem que ali é o mundo dela.

A mulher da parada
PACTO COM O DIABO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
As abelhas pousam na fatia de queijo coalho. Ele as agride com um trapo gorduroso. Apressado, o cliente pára e lhe pede um pouco de fogo para acender o cigarro. Ele nega; depois, resmunga. Tudo incomoda seu Antônio.

Pacto com o diabo
A APERTADINHA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
O Sol e ela sempre chegavam juntos. Ele pela janela; ela pela porta. O Sol não deixou de brilhar, foi ela quem perdeu o brilho.

A apertadinha
A SUBMISSA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Desci do ônibus tentando memorizar: “Efésios Capítulo 5, versículos de 21 a 24”. Repeti as palavras e os números da Cachoeirinha à Cidade Nova.

A submissa
A ÚLTIMA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Não o reconheceria se ele não tivesse falado comigo. “E aí, cara, não fala mais com os pobres?” Em princípio, fiquei assustado.

A última
MIGUINHO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Estava a bordo do 112 (BR-174). Algumas paradas depois, decidi: teria que desembarcar o mais depressa possível.

Miguinho
A DÚVIDA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
No ano das bodas de prata de seu casamento, ele encontra três cartas. Eram correspondências esquecidas que mudariam seu casamento e abalariam sua confiança na igreja e sua fé em Deus.

A dúvida
MATURANA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Maturana previu a própria desgraça. Poderia ter evitado-a, mas, mesmo desconfiando que o fim da noite lhe seria trágico, entregou-se aos prazeres da noite e da carne.

Maturana
CEGO É AQUELE QUE NÃO CHEIRA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Há muito ouço falar que quando se perde uma sensibilidade se aguça outra. É a chamada lei natural da compensação.

Cego é aquele que não cheira
O PAQUERADOR ENRASCADO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Todo mundo se assustou com o grito desesperado do rapaz: “Ai! Ai! Motorista, pelo amor de Deus, pára o ônibus! Pára! Pára! Pára!”

O paquerador enrascado
A TORRE DE BABEL
Por Neuton Corrêa em Crônicas
A confusão tomou conta da viagem. Por alguns minutos senti que o 651 era a própria Faixa de Gaza

A Torre de Babel
A MORTE DE DONA BUNDINHA
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Por descuido, saí do trabalho com o crachá no peito. Não passava por mim que o vacilo me faria viajar no tempo

A morte de dona Bundinha
OS CABELOS DO ZÉ
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Desci do ônibus curioso para saber quantos fios de cabelos têm na cabeça. Não perdi tempo. Fiz a pergunta ao Google e lá me veio a resultado da busca: “Caro amigo repórter, as pessoas têm entre 90 mil e 150 mil fios de cabelo na cabeça”

Os cabelos do Zé
A PARÁBOLA DO MACACO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Vi meu ex-professor de Metodologia e, de novo, voltei a sentir pena do macaco-da-noite. Encontrei o velho filósofo dentro do “cata-corno”, como é conhecida a rota Integração que circula dentro da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A parábola do macaco
MEU PEQUENO VIZINHO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Marcus Victor domina, como poucos, os códigos do mundo das drogas. Diferencia a pasta do pó; a fumaça de tabaco da fumaça de maconha. Conhece quem fornece, quem distribui e quem usa.

Meu pequeno vizinho
DEÍLSON NO TROPICAL
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Por um triz esta coluna não perdeu um de seus maiores colaboradores, meu colega de busão Deilson Trindade. De uma só vez, contraiu dengue, malária, febre tifóide e uma doença provocada por um fungo, que ainda está sendo investigado pelo Hospital Tropical.

Deílson no Tropical
MEU LOUCO DESEJO
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Assim que seo Flávio me mostrou a foto de sua filha senti o mesmo desejo que o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez sentiu aos 90 anos de idade: o de poder me dar de presente uma noite de louco amor com aquela linda morena.

Meu louco desejo
REPÓRTER DE SORTE
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Ao desembarcar do 422, na estação da Matriz, fui recebido com uma afirmação que me deixou pávulo pelo resto do dia: “Ah repórter de sorte!”. Era o Louro. Começamos juntos no rádio.

Repórter de sorte
A FAMÍLIA GRANDE
Por Neuton Corrêa em Crônicas
Encontrei a senhora Grandona numa viagem do 351. Embarcou na Praça 14 de Janeiro, um pouco depois da Igreja de São José Operário. Tive impulso de falar com ela, mas hesitei.

A Família Grande





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